| Amigos, Olha que belo o comentário de do Bem-aventurado Charles de Foucauld sobre o Evangelho de hoje... Jesus nos pergunta: "Que fostes ver ao deserto?" e Charles de Foucauld passa a refletir sobre a beleza do DESERTO: "É preciso passar pelo deserto e aí permanecer para receber a graça de Deus." Que o Bom Deus nos conceda a graça de sempre passar pelos DESERTOS de nossa vida com sabedoria... E mais: que o Bom Deus nos conceda a graça de reservar um tempo de nossa vida para procurarmos (espontaneamente) estes momentos tão necessários de SILÊNCIO e REFLEXÃO... Bom Dia a todos vocês!!! Com carinho, Ana Carolina. Evangelho segundo S. Lucas 7,24-30. Depois de os mensageiros de João se terem retirado, Jesus começou a dizer à multidão acerca dele: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas finas? Os que usam trajes sumptuosos vivem regaladamente e estão nos palácios dos reis. Que fostes ver, então? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais do que um profeta. É aquele de quem está escrito: 'Vou mandar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de ti.' Digo-vos: Entre os nascidos de mulher não há profeta maior do que João; mas, o mais pequeno do Reino de Deus é maior do que ele.» E todo o povo que o escutou, bem como os cobradores de impostos, reconheceram a justiça de Deus, recebendo o baptismo de João. Mas, não se deixando baptizar por ele, os fariseus e os doutores da Lei anularam os desígnios de Deus a seu respeito. Da Bíblia Sagrada Comentário ao Evangelho do dia feito por : Bem-aventurado Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara Carta ao Padre Jerónimo de 19 de Maio 1898 É preciso passar pelo deserto e aí permanecer para receber a graça de Deus; é lá que nos esvaziamos, que extraímos de nós tudo o que não é de Deus e que esvaziamos completamente esta pequena casa da nossa alma para deixar todo o espaço apenas para Deus. Os judeus passaram pelo deserto, Moisés viveu lá antes de receber a sua missão, São Paulo e São João Crisóstomo prepararam-se no deserto. [...] É um tempo de graça, é um período pelo qual toda a alma que quer produzir frutos tem necessariamente de passar. Ela precisa deste silêncio, deste recolhimento, deste esquecimento de todo o criado, no meio dos quais Deus estabelece o Seu reino e forma nela o espírito interior: a vida íntima com Deus, a conversa da alma com Deus na fé, na esperança e na caridade. Mais tarde, a alma produzirá frutos exactamente na medida em que o homem interior se tiver formado nela (Ef 3, 16). [...] Não se dá o que se não tem e é na solidão, nesta vida apenas e só com Deus, neste recolhimento profundo da alma que esquece tudo para viver exclusivamente em união com Deus, que Deus Se dá inteiramente àquele que se dá assim a Ele. Dai-vos inteiramente somente a Ele [...] e Ele Se dará inteiramente a vós. [...] Vede São Paulo, São Bento, São Patrício, São Gregório Magno e tantos outros, quão longos tempos de recolhimento e de silêncio! Subi mais acima: olhai para São João Baptista, olhai para Nosso Senhor. Nosso Senhor não tinha necessidade disso, mas quis dar-nos o exemplo. |
"Sejam bem vindos, façam uma paradinha virtual diante das Boas Notícias e Reflexões que nos animam e trazem tanta paz para continuar na dança da Graça do Espírito Santo!"
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
"Que foster ver no Deserto?"
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